Às vezes, o fato de a gente estar em uma situação de contingência, em uma situação de dependência em que nós mais dependemos de Deus do que dos próprios esforços humanos é o ideal, porque quando tudo depende de Deus, tudo sai mais fácil. Quando depende do homem, aí é que as coisas complicam. (19/12/07)
terça-feira, 31 de maio de 2016
Frases Mons João Clá Dias
Às vezes, o fato de a gente estar em uma situação de contingência, em uma situação de dependência em que nós mais dependemos de Deus do que dos próprios esforços humanos é o ideal, porque quando tudo depende de Deus, tudo sai mais fácil. Quando depende do homem, aí é que as coisas complicam. (19/12/07)
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segunda-feira, 30 de maio de 2016
Frase Mons João Clá Dias
O reconhecimento da
suas próprias misérias traz como consequência uma espécie de abertura do
Sagrado Coração de Jesus e um desejo de ajudar.
quinta-feira, 3 de março de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Onde encontrar o verdadeiro remédio para a dor?
“O Senhor Deus é o amparo dos humildes” (Sl 146, 6). De fato, aos
humildes, àqueles que praticam a temperança — virtude alheia aos orgulhosos — e
se submetem à correção, à mortificação e à dor, cedo ou tarde Deus os haverá de
atender e amparar.
Quando permitiu ao
demônio atormentar Jó, Deus queria que aquele varão justo crescesse ainda mais
na temperança e, portanto, na santidade, para, em seguida, cumulá-lo de méritos
e outorgar-lhe em maior grau a participação na vida divina. Entendemos, então,
quanto as tribulações que nos atingem são, no fundo, permitidas por Deus, em
vista de uma razão superior.
Ele não pode promover o
mal para a nossa alma, e assim age porque nos ama e deseja dar-nos muito mais
do que já deu. E porque é bom, ao mesmo tempo que consente as adversidades, Ele
nos conforta, como sublinham mais alguns versículos do Salmo Responsorial:
“Louvai o Senhor Deus, porque Ele é bom, [...] Ele conforta os corações
despedaçados, Ele enfaixa suas feridas e as cura” (Sl 146, 1.3).
Ao Se debruçar sobre a
sogra de Pedro e fazer-lhe desaparecer a febre, ou ao sanar a multidão afligida
por enfermidades e tormentos, Nosso Senhor não visava ensinar que a dor deva ser
eliminada. Pelo contrário, tanto a considerava um benefício para o homem, que
Ele mesmo abraçou a via dolorosa e a escolheu também para sua Mãe. Nestes
milagres — como em incontáveis outros operados durante sua atuação pública —
Ele devolveu a saúde para deixar uma lição aos Apóstolos, aos circunstantes e
aos próprios enfermos: a luz está n’Ele, a vida está n’Ele, a solução da dor
provém d’Ele! Mais adiante, na iminência de ressuscitar Lázaro, Ele dirá: “Eu
sou a Ressurreição e a Vida!” (Jo 11, 25).
Mons João Clá Dias ( Texto extraído dos comentários ao Evangelho V domingo tempo comum - Revista Arautos do Evangelho fev 2015)
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domingo, 10 de janeiro de 2016
Santidade
Certos da bondade de Nosso
Senhor Jesus Cristo, roguemos a Ele que nos dê forças para vencer as
dificuldades, pois o caminho do Céu não é fácil. Compenetremo-nos de que a cada
passo nos cabe procurar ser mais perfeitos e conformar nossas almas com a
d’Ele, pelo princípio inerrante de que ou progredimos ou nos tornamos tíbios. Na
vida espiritual nunca estamos estagnados: quem não avança, retrocede!
Peçamos, pois, a graça de deixar tudo para abraçar a via da santidade,
seja ela em família ou numa vocação religiosa, com coragem e cheios de
confiança!
( Mons João Clá Dias)
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Também para nós brilha uma estrela
A história dos Reis Magos é um
extraordinário exemplo de correspondência ao chamado de Deus. Viram eles uma
estrela rutilante dentro da qual — segundo uma bela tradição — se encontrava um
Menino que tinha por trás uma luz mais intensa formando uma Cruz 10 e a seguiram
sem hesitação. Esta estrela é um símbolo muito expressivo da Santa Igreja
Católica Apostólica Romana.
Assim como a luz da estrela guiou
os Magos, a Igreja é a luz que cintila incessantemente, sem nunca bruxulear nem
diminuir seu fulgor, para guiar os povos rumo ao Reino de Deus. E, ao longo dos
tempos, todos quantos se converterem é porque de alguma maneira viram esta
estrela e resolveram adorar a Jesus Cristo. Ela continua a brilhar e brilhará
até o último dia da História, como prometeu Nosso Senhor: “as portas do inferno
não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).
Somos fiéis ao brilho desta estrela?
Cabe, aqui, uma aplicação
pessoal: luziu diante de nossos olhos esta estrela por ocasião do Batismo,
quando infundiu Deus em nossa alma um cortejo de virtudes — as teologais: fé, esperança
e caridade; e as cardeais: prudência, justiça, temperança e fortaleza, em torno
das quais se agrupam todas as outras — e os dons do Espírito Santo, e passamos
a participar da natureza divina. Pertencemos ao Corpo Místico de Cristo e o Céu
se abre diante de nós. Tornou-se mais resplandecente esta estrela no dia de
nossa Primeira Comunhão, ao recebermos o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de
Cristo glorioso, para Ele nos assumir e santificar. A todo instante ela nos convida
à santidade, a rejeitar nossas más tendências e a estar totalmente prontos para
ouvir a voz da graça que diz em nosso interior “Vem, segue-me!”, e nos chama a
sermos generosos, de forma a cada um de nós também constituir para os outros
uma estrela, atraindo-os para a Igreja.
Se, por miséria ou por
provação, perdermos de vista esta luz, precisamos ir a Jerusalém, ou seja, à Santa
Igreja, a qual, em seus templos sagrados, se mantém sempre à nossa espera para
nos indicar onde está Jesus. Ali haverá um sacerdote, estará exposto o Santíssimo
Sacramento ou se encontrará uma imagem piedosa, instrumentos para reacender a
estrela existente em nosso coração.
Incumbe-nos, ademais, tomar
cuidado com o “Herodes” instalado dentro de nós: nosso orgulho, nosso materialismo,
nosso egoísmo. Ele almeja apagar esta estrela, pelo pecado mortal, e colocar-nos
nas vias dos prazeres ilícitos; quer levar-nos a matar Jesus Cristo que está em
nossa alma como um luzeiro cintilante. Seremos do mundo e do demônio se
tivermos uma vida dupla, limitando-nos a frequentar a igreja aos domingos e comportando-nos,
depois, como se desconhecêssemos a estrela. Devemos, portanto, estar sempre junto
a Nosso Senhor, oferecendo-Lhe o ouro do nosso amor, o incenso da nossa
adoração e a mirra das nossas misérias e contingências, pedindo constantemente
o auxílio de sua graça.
Compreendamos, nesta Solenidade
da Epifania, que os Magos nos dão o exemplo de como alcançar a plena
felicidade. Com os olhos fixos em Maria, imploremos: “Minha Mãe, vede como sou
fraco, inconstante, miserável, e quanto preciso, ó Mãe, da vossa súplica e da
vossa proteção. Acolhei-me, minha Mãe, eu me entrego em vossas mãos para que
Vós me entregueis a vosso Filho”. E dirigindo-nos a São José, digamos: “Meu Patriarca,
senhor meu, aqui estou, tende pena de mim, ajudai-me a pedir a vossa esposa,
Maria Santíssima, para Ela ter sempre os olhos postos em mim”. Roguemos aos
Reis Magos que intercedam junto ao Santo Casal e ao Menino Jesus, para nos
obter a graça de não procurarmos luzes mentirosas, mas seguirmos a verdadeira
estrela, ou seja, a da prática da virtude e do horror ao pecado.
1 Cf. SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. III, q.36, a.5, ad 4.
Texto extraído dos comentários de Mons João Clá Dias ao Evangelho- Solenidade da Epifania - Revista Arautos do Evangelho - Jan 2016
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Duas visualizações, duas eternidades... uma só Alegria!
É noite, noite fria, noite de
inverno. Na cidade agora deserta, as poucas réstias de luz provêm do
aconchegado interior das casas, filtradas por portas e janelas tão bem fechadas
quanto possível à pobreza do lugar.
E pelas ruas vazias vagueia um
casal cansado, à busca de hospedagem... Aparentemente, nada há de mais banal
que esta cena.
Contudo, a jovem grávida está
acompanhada de Anjos belíssimos e invisíveis, enquanto os Céus se debruçam
embevecidos sobre Ela: é a Rainha do universo, “vestida de sol” e “coroada de
doze estrelas” (Ap 12, 1), carregando no seu seio puríssimo — por obra de um milagre,
misterioso e altíssimo — o Sol salvador que, instantes depois, inundaria a
Terra e a História com sua luz redentora.
Esta maravilha, entretanto, os
olhos humanos não a alcançam, porquanto os materialistas daquele tempo
recusaram hospedagem a esta luz: para ela “não havia lugar” (Lc 2, 7) porque
seus corações não eram dignos dela. E, nesta noite, Belém prenunciava
Jerusalém, que não soube reconhecer o tempo em que fora visitada (cf. Lc 19,
44), nem quem podia trazer-lhe a paz (cf. Lc 19, 42), e acabou por crucificar o
Senhor da glória a ela enviado (cf. I Cor 2, 8).
Assim, há os que, olhando para
o Rei dos reis feito Menino, ofuscados pela aparência humilde e despojada, veem
n’Ele apenas o filho do carpinteiro de Nazaré. Contudo, há também quem, olhando
para o pobre, mas majestoso, filho de José, extasiado pela sua inocência e
sabedoria, reconhece n’Ele o Senhor dos senhores. O mesmo Menino, vestindo as
mesmas roupas, apresentando o mesmo porte, utilizando a
mesma linguagem, suscita entretanto a seu respeito duas visualizações diversas,
antagônicas e — quantas vezes! — em luta.
Na raiz mais profunda dessa
adversidade está o embate entre dois campos incompatíveis: a cidade do mundo e
a cidade de Deus, como tão bem descreve Santo Agostinho. E é em função dessa
oposição que o divino Bebê de Belém, Juiz do universo, colocará uns à sua
direita e outros à esquerda (cf. Mt 25, 33).
Assim, duas visualizações, duas
mentalidades, dois mundos, duas eternidades se confrontam continuamente, quase
sempre de modo velado, e Deus permite que as almas pertencentes a ambos os
lados cresçam juntas (cf. Mt 13, 24-30), pois não há glória sem vitória, e não
há vitória sem luta.
Pelos olhos da fé, vemos nas
ruas de Belém caminhar uma Virgem, suave e recolhida. N’Ela, esperando para
nascer, o Criador e Redentor — que tudo sabe e tudo pode — tem em suas mãos
nossa felicidade e nossa paz. Sua chegada traz para nós a alegria do Natal,
como mero prenúncio do gáudio da salvação eterna e definitiva. Ele nos convida
constantemente a conquistar a glória celeste, antegozada ainda nesta Terra,
pela alegria sincera da alma, por quem caminha seguindo seus sagrados passos.
Alegria que entrava no mundo, no rastro de dois humildes viajantes que, rejeitados,
cruzavam uma pequenina cidade, em fria noite de inverno.
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