terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Confiamos mais em Deus se tivermos as mãos vazias

O que mais vale é saber onde está Nosso Senhor Jesus Cristo e adorá-Lo, ou possuir todos os bens da Terra? Muitas vezes Deus faz com que estes nos faltem, porque quando as mãos estão carregadas de riquezas é difícil juntá-las para rezar. Estamos mais aptos a confiar em Deus se temos as mãos vazias. Portanto, não nos perturbemos caso venhamos a passar necessidades. Enfrentar problemas, dramas e aflições é um dom de Deus. Quem não sofre e não experimenta alguma instabilidade deposita a segurança em si mesmo e acaba por voltar as costas ao Criador, o que lhe acarreta o maior dos sofrimentos: ignorar a felicidade de depender de Deus.
Mons João Clá Dias - Comentários ao Evangelho Solenidade da Epifania do Senhor

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Frase Mons João Clá Dias


Deus sempre tira de qualquer desastre aparente as maiores maravilhas possíveis.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Heróica fé diante de um frágil menino


Veneremos também, nessa noite de Natal, a heroica e robusta fé daqueles homens tão simples [os pastores]. A equivocada crença daqueles tempos era de que o Salvador prometido deveria ser um homem cheio de poder para livrar seu povo de todo e qualquer inimigo, a fim de conceder-lhe a supremacia sobre todos os outros povos. Portanto, um libertador rutilante de esplendor, de glória e de majestade maiores ainda que as do próprio Salomão. Ora, em vez de se depararem com um temível e grandioso imperador, acham-se diante de um frágil Menino, envolto em panos. Junto a Ele, um boi e um burro para aquecê-Lo, um pobre artesão, uma mulher cheia de simplicidade. Enfim, tudo o que o mundo de então - e de todos os tempos - julgava mais vil e desprezível. Apesar disso, em nenhum momento foram penetrados pela menor dúvida ou mesmo insegurança. Acreditaram de toda alma ser aquele Menino o esperado Salvador. Será essa também a minha fé na Igreja de Deus, tão infalível quanto os Anjos?
Mons João Clá Dias - Extraído dos comentários ao Evangelho da Missa da Aurora do Natal do Senhor.


sábado, 17 de dezembro de 2016

Preparação para o nascimento de Jesus


Na perspectiva da comemoração da chegada do Menino Jesus na noite de Natal, as graças já começam a se fazer sentir, enchendo de alegria os nossos corações. Estas graças, distribuídas no mundo inteiro em torno do altar, quando Ele vem até nós todos os dias na Eucaristia, tornam-se mais intensas nesta grande Solenidade na qual celebramos, litúrgica e misticamente, o Verbo que se fez carne entre nós, jubiloso acontecimento que nos é anunciado pelo cântico dos Anjos.
Devemos, portanto, arder do desejo de que o Divino Infante venha não apenas ao Presépio da Gruta de Belém, mas ao nosso interior para aí estabelecer sua morada, e que Ele também possa nascer, o quanto antes e de maneira eficaz, no fundo da alma de cada um dos habitantes da Terra, realizando o que Ele próprio nos ensinou a pedir na oração perfeita, repetida pela Igreja ao longo de dois mil anos: “venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu” (Mt 6, 10).

Mons João Clá Dias – Extraído dos comentários ao Evangelho da missa de vigília do Natal do Senhor.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Frase Mons João Clá Dias

Mais vale estarmos preocupados em fazer a vontade do Pai e nos voltarmos para a Eternidade, do que aflitos em coisas materiais e em tudo o que passa.

Mons João Clá Dias - 24/07/2007

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O olhar de Nossa Senhora

Nós devemos olhar para o Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, que se mostra tão afetuoso, tão maternal, tão acolhedor,  fitar os olhos desta imagem. É pura imagem, uma representação, ela procura lembrar algo de Nossa Senhora. O que deve ser o olhar de Nossa Senhora, o olhar de Maria! Daria para purificar todos os pântanos do mundo, daria para purificar todas as almas que se encontram encharcadas de pecado! Contemplemos esse olhar de Maria, e pensemos na lição que o Menino Jesus nos dá no Presépio. Pensemos o quanto o Menino Jesus sofreu frio, sede, calor, fome, sofreu necessidades de toda a ordem. Ele não sabe falar, Ele geme, chora e isto tudo para me ensinar o quê? Ensinar a sofrer, ensinar a amar as contingências da vida, ensinar a me contentar com aquilo que eu tenho, e não ter uma ambição desordenada que me leva ao delírio, ao pecado, ao orgulho, à inveja, à calúnia, à maledicência e à impureza.
Aí está essa imagem que nos olha, que nos fita. Ela como que nos convoca também a sermos tão puros quanto Ela, a sermos tão dispostos ao sofrimento quanto Ela,  quanto São José e, sobretudo, quanto o Menino Jesus.
Mons João Clá Dias - Extraído da Meditação na Catedral da Sé 05/02/2005 adaptada à linguagem escrita, publicada sem conhecimento e/ou revisão do autor

domingo, 27 de novembro de 2016

Abraçar a cruz

Peçamos a graça de nunca fugir da cruz. Por mais que nossa natureza trema, nós devemos pedir forças. Nosso Senhor nos deu o exemplo, veio um anjo do céu para confortá-lo e Ele, nesse conforto, tocou adiante até o último suspiro. Sigamos nós o mesmo exemplo, não voltemos atrás em relação à cruz e saibamos abraçá-la, pô-la no ombro, carregá-la, deixar-nos crucificar e morrer. Consentindo, assim, que nossa alma se liberte e, purificados pelo sofrimento, poderemos ver Deus face a face na eternidade.

Mons João Clá Dias – Extraído de conferência 21/04/2000 - sem revisão do autor