terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Nosso Senhor escolheu sofrimento, e não felicidade


Nós também devemos, imitando o Menino Jesus, desejar muito mais com amor o sofrimento do que a felicidade, e devemos ter um amor à dor, um amor às provações, e não devemos nos queixar e revoltar contra Deus quando uma provação nos bate à nossa porta, porque Nosso Senhor nos deu o exemplo que é preferível padecer do que ser glorificado.

Mons João Clá Dias – 2/12/1999

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O valor de uma comunhão


Se um homem passasse numa gruta a vida inteira, sozinho, rezando e fazendo penitência, não adquiriria tanto mérito quanto aquele que se adquire em uma só comunhão. Este é o valor de uma comunhão.
Plinio Corrêa de Oliveira

domingo, 29 de janeiro de 2017

Devemos ser sal e luz

O discípulo, para ser sal e para ser luz, deve ser um reflexo fiel do Absoluto, que é Deus, e, portanto, nunca ceder ao relativismo, vivendo na incoerência de ser chamado a representar a verdade e fazê-lo de forma ambígua e vacilante. Procedendo desta maneira, nosso testemunho de nada vale e nos tornamos sal que só serve “para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Quem convence é o discípulo íntegro que reflete em sua vida a luz trazida pelo Salvador dos homens.
Mons João Clá Dias - O inédito sobre os Evangelhos v.II

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra

A mansidão elogiada por Cristo consiste, sobretudo, em ser o homem constantemente senhor de si mesmo, controlando as próprias emoções e impulsos. Ela lhe impede de murmurar contra  as adversidades permitidas por Deus e o leva a não se irritar com os defeitos dos irmãos, procurando, pelo contrário, desfazer os desentendimentos e desculpar com generosidade as ofensas recebidas.

Mons João Clá dias – O Inédito sobre os Evangelhos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Frase Plinio Corrêa de Oliveira

Quando entramos numa capela, devemos prestar atenção no que está se passando em nossa alma. Porque é muito raro uma pessoa entrar numa capela sem receber alguma graça.

Plinio Corrêa de Oliveira

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

INVEJA E AMBIÇÃO, VÍCIOS UNIVERSAIS


A ambição é uma paixão tão universal quanto o é a vida humana. Quase se poderia dizer que ela se instala na alma antes mesmo do uso da razão, sendo facilmente discernível no modo de a criança agarrar seu brinquedo ou na ânsia de ser protegida. Ao tomar consciência de si e das coisas, os impulsos primeiros de seu ser convidá-la-ão a chamar a atenção sobre sua pessoa e, se ela cede, ter-se-á iniciado o processo da ambição. O desejo de ser conhecida e estimada é a primeira paixão que macula a inocência batismal. Quantos de nós não nos lançamos nos abismos da ambição, da inveja e da cobiça já nos primeiros anos de nossa infância? Essas provavelmente foram as raízes dos ressentimentos que tenhamos tido a propósito da glória dos outros. Sim, pelo fato de desejarmos a estima de todos, por nos crermos no direito à glória e ao louvor dos nossos circunstantes, constitui para nós uma ofensa o sucesso dos outros. Por isso São Tomás define a inveja como sendo "a tristeza do bem alheio enquanto se considera como mal próprio, porque diminui a própria glória ou excelência" (1).
Há paixões que se mantêm letárgicas até a adolescência, assim não o é a inveja; ela se manifesta já na infância e acompanha o homem até a hora de sua morte. Não será difícil aos pais observar os sinais desse vício, em seus pequenos. Irmãos ou irmãs, entre si, não poucas vezes terão problemas por se imaginarem eclipsados pelas qualidades ou privilégios de seus mais próximos. Quantas vezes não acontece de ser necessário separar-se irmãos, ou irmãs, na tentativa de corrigir essas rivalidades que podem chegar a extremos inimagináveis, tal qual se deu entre os primeiros filhos de Eva, Caim e Abel?
A ambição e a inveja são mais universais do que parece à primeira vista; poucos se vêem livres de suas garras. Elas se levantam e tomam corpo em relação aos que nos são mais próximos, como afirma São Tomás: "A inveja é do bem alheio enquanto diminui o nosso. Portanto, somente se suscita a respeito daqueles que se quer igualar ou superar. Isto não sucede em pessoas que diferem muito de nós em tempo, espaço e lugar, senão nas que nos estão próximas" (2).

Assim, ao sábio será mais difícil invejar o general, e vice- versa, ou, uma médica a uma costureira; mas dentro da mesma profissão, quanto mais relacionadas forem as pessoas entre si, mais intensa se manifestará essa paixão.
1) SÃO TOMÁS DE AQUINO, op. cit., II-II, q.36, a.1.
2) Idem, ad 2.
Mons João Clá Dias - Texto extraído do "O inédito sobre os Evangelhos" vol II

domingo, 8 de janeiro de 2017

Virtude da fé

Explica-nos a doutrina católica que se Nosso Senhor Jesus Cristo viesse ao mundo revestido de esplendor e de glória, já ao nascer ficaria patente sua divindade e, dessa forma, nossa fé perderia o mérito, porque não se trataria de crer, mas sim de constatar uma realidade perante a imposição de fatos impossíveis de objetar. A adesão a Jesus Cristo não proviria da fé, mas da mera inteligência. Que mérito há, por exemplo, em acreditar na existência do Sol se o vemos todos os dias e experimentamos fisicamente seus efeitos?
Mons João Clá Dias - Comentários ao Evangelho Festa do Batismo do Senhor